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Rua Madre Cabrini, 36 - Vila Mariana - São Paulo (SP)

Tel. 5549-9288        CEP 04020-000


 
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HISTÓRICO DO COLÉGIO

    "Um laço nos estreita, a caridade nos une, somos uma única

família no Coração de Jesus." - Madre Cabrini

 

        Luminosa manhã de 6 de março de 1926.

        

        A luz fulgura nas verdes folhagens do Parque de Vila Mariana - pequeno paraíso de 30000 metros quadrados, aos cuidados de doze jardineiros. Nos caramanchões floridos trinam os passarinhos, os sabiás saltitam nos roseirais e entre flores exóticas e medicinais.

        Trata-se da propriedade do farmacêutico Joaquim Ribeiro Branco, adquirida pela Madre Geral Antonieta Della Casa para o nosso novo internato - Colégio Madre Cabrini - entregue à coordenação de Madre Rosário Marchesi.

          Entram as quarenta alunas que pela manhã para lá se transferem do Colégio Sagrado Coração de Jesus, rua da Consolação, nº 35. Num gesto bondoso, o arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva traz a surpresa de sua benção pastoral. Está fundado assim o Colégio Madre Cabrini, que tem como primeira superiora: Madre Gertrudes Rancati.

          São Paulo era então uma cidade provinciana, com 1 milhão de habitantes. Sem poluição, envolvida pela garoa, e só apresentava sobradinhos de dois ou três andares.

          A tradicional Piratininga de Anchieta acordava então para um futuro promissor. Sucessivas ondas de imigrantes aqui chegaram, buscando melhores condições de sobrevivência. Eram na maioria italianos, sírios-libaneses e depois japoneses; diferentes povos que iriam aumentar o contingente de nossas escolas.

         O Cabrini logo floresceu. Os dois andares da antiga propriedade particular já não respondem às solicitações de matrículas. São representantes da classe média e filhas de novos industriais. O internato era então um luxo. O corpo docente conta com intelectuais da Paulicéia, e é tão grande a procura de matrículas que, logo após se abrem também inscrições para semi-internas.

          Um novo sistema de classes oferece pavilhões esparsos pelo parque, por entre os quais transitam as alunas, ao canto dos pássaros e ao perfume das flores e das frutas: jaboticaba, laranja, banana, abacate, caquí, pêra, jambo-rosa e até cambucá, cambucí e grumixama...Uma tentação para as meninas na hora do recreio.

          Há também três fontes naturais, entoando sua cantiga monótona. E o que mais atrai as alunas porém, é o lago com a pequena ilha e canoa. As travessas remadoras, às vezes, se divertem com os naufrágios simulados, para preocupação das Irmãs vigilantes e os aplausos das expectadoras! Que vida feliz e despreocupada...

          O esporte é favorecido com dois campos e uma quadra de tênis.

          O currículo escolar incentiva o cultivo das artes e o aprendizado de línguas modernas.

         As experiências científicas já contam com um bem montado laboratório. Há também um bem montado laboratório. Há também um curioso mini museu de história natural.

          Pouco a pouco o bom nome do Colégio se acentua, e assim, a 9 de abril de 1934 o curso ginasial é oficialmente reconhecido, tendo como diretora da escola: Madre Lúcia Victor Rodrigues.

          Tudo floresce ao influxo do espírito de sacrifício e das dedicações das Irmãs. Os melhores locais são para as alunas; as Irmãs ocupam o porão da escola, sob a claridade de luz artificial, no generoso desprendimento e na singeleza da paz de Deus. Pois predomina aquele espírito forte da Fundadora - carisma de fé e amor-doação, fazendo do estabelecimento um dos mais procurados da Paulicéia.

          As semi-internas circulam pela cidade de manhã e à tarde com o uniforme grená (vinho) e branco. São as cores do manto e da túnica de Jesus, escolhidas pela Fundadora da Congregação. Chamam a atenção de todos, pois destoam dos demais da época, de cor azul-marinho e branco.

         A 14 de janeiro de 1938 é designada então superiora, Madre Miquelina Cremonesi, verdadeira imitadora de Santa Francisca Xavier Cabrini. Durante sua gestão deu-se o grande acontecimento da elevação de Madre Cabrini às honras dos altares, sendo beatificada a 13 de novembro de 1938 pelo Papa Pio XI. Solenes comemorações se realizam nos dois Colégios - Cabrini e Sagrado Coração - para regozijo da grande família Cabriniana e da Igreja.

          A 4 de maio de 1939, uma nova superiora: Madre Berchmans Castelnuovo vem dar novo impulso à vida do estabelecimento, incentivando o plano da construção de um novo edifício.

          Foi longa a expectativa. Finalmente, a 26 de abril de 1949 foram iniciadas as obras do majestoso edifício de 4 andares. A humilde escola antiga continua suas atividades pelas estruturas que sobem ao barulho das grandes escavadeiras e do estridente martelar dos numerosos operários. Caem grandes árvores à cuja sombra se abrigaram centenas de crianças e adolescentes.

           Mediante um abaixo-assinado dos moradores do bairro, a rua Dr. Pinto Ferraz passa a chamar-se rua Madre Cabrini. É então superiora Madre Rita Coppaloni, incansável propulsora da nova construção, principalmente do Santuário anexo ao colégio, cuja pedra foi lançada a 19 de março de 1950, por sua Eminência o Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta.

          A 5 de março de 1952, o bando festivo de 260 colegiais transpõe os umbrais do novo prédio...Está inaugurado o belo edifício para a alegria de todos!

           A 15 de agosto do ano seguinte, ergue-se no pátio interno a Estátua de Madre Cabrini, em tamanho natural; comemorando o Jubileu de Ouro da Missão Cabriniana no Brasil. E enfim, a 22 de abril de 1956 realiza-se a solene consagração do novo Santuário de Santa Francisca Xavier Cabrini, pelo bispo auxiliar D. Vicente Zioni. Madre Rita Coppaloni e Madre Lúcia Victor Rodrigues estiveram à frente do estabelecimento até 16 de março de 1961, data em que Madre Rita partia para dirigir o novo colégio em Caxias do Sul. E Madre Lucia assumia o duplo cargo de superiora e diretora do Colégio Madre Cabrini. Sendo mais tarde solicitada a desempenhar outros encargos em Roma.

          A 11 de outubro de 1962 surge um dos maiores acontecimentos da Igreja e da humanidade: o Papa João XXIII abre o Concílio Vaticano II, que viria a renovar a face da Terra.

         Sob esta luz, o Colégio Madre Cabrini continua sua nobre missão de iluminar as inteligências e plasmar os corações, para integrar uma sociedade alicerçada nos princípios cristãos, e tornar o homem maior num mundo melhor.

 

Irmã Lúcia Victor Rodrigues, MSC

 

Nota: A Irmã Lúcia, autora deste histórico, foi diretora do Colégio Madre Cabrini no período de 1938 a 1965.

 

          Nasceu em 31/ 05/ 1902 na cidade de Catalão (GO). Foi educada segundo os moldes tradicionais da época: formação religiosa desde o berço, educação esmerada através do testemunho de amor, respeito e carinho.

          Aos 26 anos consagrou-se a Deus e com as Missionárias trabalhou ativamente no campo da educação. Sempre vibrou com sua missão-colégio, onde pôde formar centenas de gerações de crianças, adolescentes e jovens. Como professora de talento, sempre atualizada, procurava dar às suas alunas uma formação integrada na vida cultural, sócio-política e social do país.

         Em 1967 foi eleita Assistente Geral da Superiora Geral Madre Chiara Grasselli. Logo após, assumiu o governo do Instituto como Vigária Geral, com todos os direitos da Superiora Geral.

         Os aspectos do Carisma Cabriniano que Ir. Lúcia mais incorporou em sua vida foram o desapego, o amor-doação e a confiança total no Coração de Jesus.

         Os últimos 10 anos de Ir. Lúcia foram dedicados a viver o seu testemunho como presença de religiosa - missionária e como trabalho, traduzir os escritos de nossa Santa Madre Cabrini e de suas biografias.

         Faleceu em 06/ 01/ 2005, aos 102 anos.

                

                                     (Dados fornecidos pela secretaria do colégio e pela Casa Provincial)

        


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Responsável: Profa. Ana Luisa de Corrêa Gennare

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